Bem-sucedidos no esporte, Ingo e Raí repetem sucesso no terceiro setor

Fonte: SporTV

Ex-atletas possuem institutos de apoio a pessoas carentes

Exemplos dentro e fora do esporte. Assim podem ser definidos Raí, ex-jogador de futebol, e Ingo Hoffmann, ex-piloto. No encontro promovido por Reginaldo Leme no “Linha de Chegada” desta semana, os dois falaram sobre os projetos sociais que conduzem e pediram uma leia de incentivo fiscal mais justa (veja o programa aqui).

Criado em 1998 por Raí, quando era jogador de futebol, em parceria com o então companheiro Leonardo, a Fundação Gol de Letra busca contribuir para a formação cultural e educacional dos mais de mil jovens que atende, além de ser tida como referência pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

– Quando se vive em um país como o Brasil sentimos a injustiça social e que tem muita coisa a se recuperar. Isso me levou a querer participar deste processo em busca de ter um país mais justo – contou Raí.

Já Ingo Hoffmann, maior campeão da história da Stock Car com 12 conquistas, revela que sua vontade de devolver o que a vida lhe proporcionou foi o que o motivou a criar o instituto que lhe leva seu nome e tem como finalidade ajudar crianças com câncer que estão em tratamento no Centro Infantil Boldrini.

– Eu me considero uma pessoa extremamente abençoada por Deus por ter nascido com o talento de guiar carros. Eu consegui transformar este talento em profissão e fui relativamente bem-sucedido, então achei uma forma de retribuir tudo o que a vida me deu – ressaltou Ingo.

Emocionado ao contar sobre seu projeto, Ingo é enfáticos ao definir que a falta de apoio do governo, principalmente na questão tributária, é o ponto mais difícil. Segundo o ex-piloto, a pessoa jurídica que quer contribuir tem apenas 2% de incentivo fiscal, um número inferior do que é dado para quem deseja colaborar com o setor de artes.

– Eu não vejo o porque da discrepância entre a lei de artes, que tem 6% de incentivo fiscal, e a do bem-estar social, que tem 2%. A lei tinha que ser igual para todo mundo, mais justa – complementou Ingo.

Legalização de instituições desportivas aumenta possibilidades de captação de recursos

Fonte: JusBrasil

Como resultado da parceria entre a Prefeitura de Salvador e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), foi realizado, nesta terça e quarta-feira (27 e 28), o workshop de Elaboração de Projetos para Captação de Recursos aos representantes das federações, associações e ligas desportivas. Presente na abertura da aula desta quarta-feira, o gestor do Escritório Municipal da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 | Salvador cidade-sede (Ecopa), Leonel Leal, anunciou que esta é a primeira etapa do processo de aproximação com as instituições desportivas.

Segundo Leal, o cenário do esporte soteropolitano ainda é caracterizado pela informalidade, mas, após a qualificação sobre a elaboração de projetos, os responsáveis poderão, através da intermediação do Ecopa, dialogar com órgãos municipais, como a Sefaz e a Sucom, para a legalização e regulamentação de suas entidades. “O Ecopa vai possibilitar encontros entre as entidades e empresas que apresentem interesse em financiar projetos esportivos. Dessa forma, as instituições desportivas poderão aproveitar as oportunidades trazidas pela preparação da cidade para a Copa do Mundo e contribuir para o desenvolvimento e a popularização do esporte em Salvador”, destacou.

A ação repercutiu positivamente entre os participantes do curso. Para Rômulo Huangg, presidente da Liga Baiana de Kong Fu, essa iniciativa reacende uma esperança de possíveis financiamentos. “É uma luz na escuridão, pois representa uma oportunidade para as instituições desportivas, que trabalham com boa vontade e amor, mas, muitas vezes, falta a formação técnica para gerenciar”. O atleta destacou também que a aproximação com o poder público é um fator fundamental para o bom funcionamento das entidades, bem como interagir com a iniciativa privada.